
O preço da cesta básica sorocabana caiu 2,42% em julho, na comparação com junho, e passou de R$ 1.242 para R$ 1.211,97. A redução representa uma economia de R$ 30,03 para o consumidor, segundo levantamento do Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso).
Apesar do segundo recuo mensal consecutivo, a cesta acumula alta de 5,84% desde janeiro. Na comparação com julho de 2025, o aumento foi de 5%, equivalente a R$ 57,40 a mais no orçamento das famílias. O valor atingiu o maior patamar do ano em maio, quando chegou a R$ 1.259,74, e começou a diminuir em junho.
Dos 34 produtos pesquisados, 25 ficaram mais baratos em julho. A maior queda foi registrada pela batata, cujo preço médio passou de R$ 10,74 para R$ 6,44 o quilo, redução de 40,04%. O resultado foi atribuído à melhora das condições de colheita e ao aumento da oferta do produto.
Também apresentaram redução o achocolatado, com queda de 9,70%; o frango, de 7,56%; o desodorante roll-on, de 5,41%; e o açúcar refinado, de 5,38%. Segundo o levantamento, a maior oferta agrícola, a estabilização dos custos de insumos e a concorrência no mercado contribuíram para conter os preços.
Entre os nove produtos que ficaram mais caros, o creme dental teve a maior alta: 37,47%, passando de R$ 3,63 para R$ 4,99 a embalagem de 90 gramas. Na sequência aparecem a cebola, com aumento de 6,02%; o papel higiênico, de 4,54%; e a farinha de trigo, de 3,28%.
Por grupos, os alimentos tiveram redução média de 2,87%, enquanto os produtos de limpeza recuaram 0,72%. Já os itens de higiene pessoal subiram 1,49%. A queda geral da cesta acompanhou a desaceleração do IPCA-15, prévia da inflação oficial, que ficou em 0,06% em julho.
O estudo também apresenta alternativas para substituição de produtos. Enquanto o quilo da carne de primeira custou, em média, R$ 51,29, a carne suína foi encontrada por R$ 20,62. A carne de segunda ficou em R$ 39,17, ante R$ 9,05 do frango.