O programa Café com ESG, conduzido pela jornalista especialista Carla Acquaviva, apresenta ao público os fundamentos e a evolução da agenda ESG — sigla para práticas ambientais, sociais e de governança corporativa — que hoje se consolidam como requisito de competitividade no mercado.
No episódio, Carla contextualiza a criação do conceito, formulado em 2004 após uma iniciativa do então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que convidou líderes empresariais a repensarem modelos de gestão responsáveis. O relatório “Who Cares Wins” (Quem se importa Ganha) sintetizou a premissa de que companhias comprometidas com sustentabilidade e governança tendem a ser mais resilientes, eficientes e lucrativas.
A jornalista destaca os fatores que impulsionaram a expansão dessa pauta: crises ambientais mais frequentes, pressão social por diversidade e transparência, além de sucessivos escândalos corporativos. O Acordo de Paris, em 2015, reforçou o compromisso global com a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e inseriu o ESG no centro das estratégias de negócios.
Carla explica que grandes empresas já exigem comprovação de práticas ESG de toda a cadeia de fornecedores, impactando contratos, receita e acesso a crédito. Bancos e fundos passaram a considerar indicadores socioambientais como critério de risco, encarecendo operações de quem não os atende. Para exportadores, especialmente ao mercado europeu, sustentabilidade e rastreabilidade tornaram-se obrigatórias.
No Brasil, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) exigirá relatórios de sustentabilidade a partir de 2026. Companhias como Petrobras, Vale, Itaú, Ambev, Natura e Suzano já publicam seus indicadores e ampliam essa cobrança aos parceiros. Outro ponto sensível é a atração de talentos: profissionais, sobretudo jovens, priorizam empresas com propósito e práticas consistentes.
Para Carla, ignorar a agenda ESG significa comprometer competitividade, reputação e sobrevivência empresarial. O programa seguirá abordando, em episódios futuros, cada um dos três pilares que estruturam o ESG: Meio Ambiente, Social e Governança Corporativa.