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Gestão hídrica inteligente ganha destaque na estratégia ESG
No “Café com ESG”, jornalista Carla Acquaviva entrevista o especialista Lucas Monteiro sobre inovação, eficiência e impacto financeiro no uso da água
Publicada em 24/04/26 às 14:18h
RMS NEWS
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A gestão hídrica deixa de ser apenas uma pauta ambiental e passa a ocupar posição estratégica nas empresas, com impacto direto na competitividade e nos resultados financeiros. O tema é destaque no Café com ESG, do Portal RMS News, com apresentação da jornalista Carla Acquaviva e participação de Lucas Monteiro, CEO da Yágua, startup brasileirade tecnologia sustentável (greentech) especializada em gestão inteligente de recursos hídricos.
Durante a entrevista, Carla ressalta a escassez de água disponível para consumo: apenas cerca de 1% da água doce do planeta está acessível em rios e lagos. Nesse cenário, o uso eficiente torna-se essencial para equilibrar abastecimento, produção de alimentos, preservação ambiental e atividade industrial.
No Brasil, a indústria responde por 17% do consumo de água, e a demanda deve crescer 34% até 2040. Segundo Monteiro, a escassez hídrica já impacta diretamente a continuidade dos negócios. “Não existe ambiente industrial sem água. Ela é essencial tanto para os colaboradores quanto para a produção”, afirma.
O especialista aponta que um dos principais gargalos ainda é a falta de monitoramento eficiente. Em muitos casos, o consumo é medido apenas uma vez por mês, o que dificulta a identificação de vazamentos e desperdícios. “Sem tecnologia, a água se torna invisível dentro da operação”, diz.
A solução, segundo ele, está na digitalização. Sensores com internet das coisas (IoT) e inteligência artificial permitem monitoramento em tempo real, reduzindo perdas e aumentando a eficiência. Empresas que adotam esse modelo conseguem economias de até 40% no consumo, além de ganhos em governança e compliance ambiental.
Monteiro destaca ainda que a gestão hídrica já integra indicadores estratégicos e se conecta às práticas de ESG. “Não é apenas uma questão ambiental. Envolve impacto social, transparência e resultado financeiro”, afirma.
Casos práticos mostram o avanço dessa cultura. Projetos desenvolvidos pela Yágua já somam mais de 70 bilhões de litros de água economizados e incluem reconhecimento internacional, como participação em iniciativas apresentadas no Fórum Econômico Mundial.
Ao final, o especialista reforça que tecnologia e sustentabilidade caminham juntas. “O ESG precisa gerar valor real. E a água, hoje, é uma das principais fronteiras dessa transformação”, conclui.
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