Café com ESG | PODCAST Formato Televisivo Broadcast Remoto
Energia deixa de ser custo e vira estratégia. Especialistas apontam mercado livre e soluções sustentáveis como caminhos para aumentar competitividade e fortalecer práticas ESG
Podcast do Portal RMS News recebe Márcio Oregana e Luiz Madeira para discutir eficiência energética, previsibilidade de custos e competitividade no setor empresarial
Publicada em 14/05/26 às 19:36h
RMS NEWS
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O podcast Café com ESG, apresentado por Carla Acquaviva no Portal RMS News, debate como a energia elétrica passa de despesa operacional para ativo estratégico dentro das empresas. Os convidados Márcio Oregana e Luiz Madeira, especialistas com mais de duas décadas de atuação no setor elétrico, defendem que eficiência energética, mercado livre de energia e armazenamento passam a integrar o planejamento financeiro e competitivo das organizações.
Márcio Oregana, que acumula mais de 28 anos de experiência em concessionárias como Enel, EDP e CPFL, afirma que a transição energética permite às empresas reduzirem a dependência das distribuidoras tradicionais e conquistarem previsibilidade nos custos. Segundo ele, oscilações provocadas por bandeiras tarifárias e reajustes inesperados impactam diretamente a produção e a competitividade industrial.
“Atualmente, a energia é um dos principais insumos da cadeia produtiva. Quando a empresa assume o protagonismo da sua matriz energética, ela reduz riscos, ganha estabilidade e consegue planejar melhor seus custos”, explica.
Sócio da 4PLUS e da Spiral Green, Oregana destaca que o primeiro passo para essa mudança é um diagnóstico detalhado da conta de energia. A análise permite identificar excessos de demanda contratada, cobranças indevidas, problemas de medição e oportunidades de migração para o mercado livre de energia.
Luiz Madeira, especialista em gestão de grandes contas e diretor comercial da Spiral Green, afirma que muitas empresas ainda tratam a energia apenas como uma conta a pagar, sem perceber o impacto estratégico do setor no resultado financeiro.
“A palavra-chave hoje é previsibilidade. Quando a empresa consegue negociar contratos de energia para períodos de três, cinco ou até dez anos, ela protege sua operação contra oscilações do mercado e ganha competitividade”, afirma.
Segundo Madeira, o mercado livre de energia amadurece no Brasil e passa a alcançar empresas de médio e pequeno porte. Ele explica que soluções integradas, como geração solar, armazenamento por baterias e compra de energia no mercado livre, permitem redução de custos e maior segurança energética.
Os especialistas também ressaltam que práticas ligadas à eficiência energética fortalecem o posicionamento ESG das empresas, ampliando oportunidades de financiamento e acesso a mercados mais exigentes, especialmente no setor exportador.
Durante o programa, Carla Acquaviva destaca que a pauta ESG precisa sair do discurso e entrar na estratégia corporativa. Para ela, a gestão inteligente da energia passa a ser elemento central dentro das organizações que buscam crescimento sustentável e vantagem competitiva.
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