Café com ESG | PODCAST Formato Televisivo Broadcast Remoto
ESG sem fronteiras: como a governança e a gestão de riscos protegem empresas em um mercado global
No podcast Café com ESG, do Portal RMS News, a jornalista e consultora em ESG Carla Acquaviva entrevista o consultor Daniel Videira Mathiazzi sobre sustentabilidade, certificações e os desafios de competir em cadeias produtivas cada vez mais exigente
Publicada em 12/06/26 às 15:15h
RMS NEWS
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“O ESG deixou de ser uma pauta exclusiva das grandes corporações e passou a influenciar diretamente a competitividade de pequenas e médias empresas.” A avaliação é de Daniel Videira Mathiazzi, consultor sênior em sistemas de gestão e sustentabilidade, com mais de 27 anos de experiência, durante sua participação no podcast Café com ESG, do Portal RMS News, apresentado pela jornalista e consultora Carla Acquaviva.
Com atuação em projetos desenvolvidos em mais de 20 países da América Latina e da Europa, Mathiazzi destacou que a pressão por transparência, governança e responsabilidade socioambiental ultrapassa fronteiras e independe das legislações locais. Segundo ele, empresas que enxergam a agenda ESG apenas como uma exigência burocrática correm o risco de perder espaço nas cadeias produtivas e nos processos de qualificação de fornecedores.
“O empresário que não percebeu que o mundo mudou vai ficar para trás. O ESG deixou de ser apenas uma tendência e se tornou um passaporte para continuar fazendo negócios com grandes empresas”, afirmou.
Ao comparar o cenário brasileiro com o europeu, o especialista ressaltou que, independentemente do grau de maturidade dos mercados, a cobrança por rastreabilidade, conformidade e gestão de riscos tem se tornado cada vez mais rigorosa, impulsionada por clientes, investidores e consumidores.
Mathiazzi observou ainda que, embora a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tenha tornado facultativa a divulgação dos relatórios de sustentabilidade para companhias abertas, as exigências do mercado permanecem crescentes. Para ele, a busca por transparência e responsabilidade continua sendo um fator decisivo para a competitividade das empresas.
Outro ponto abordado foi a importância da rastreabilidade nas cadeias de fornecimento. De acordo com o consultor, grandes empresas passaram a monitorar com mais rigor a atuação de seus parceiros comerciais, com o objetivo mitigar riscos associados a práticas ilegais, como por exemplo, trabalho infantil, trabalho análogo à escravidão e descumprimento de normas trabalhistas, evitando impactos negativos à reputação.
O especialista também defendeu que a gestão de riscos deve ocupar posição central em qualquer sistema de gestão eficiente. Segundo ele, organizações que investem em processos estruturados conseguem reduzir acidentes, evitar passivos jurídicos, aumentar a segurança operacional e fortalecer a sustentabilidade dos negócios.
Além disso, destacou que práticas sustentáveis bem implementadas contribuem para o uso mais eficiente dos recursos, diminuição dos custos operacionais e melhoria dos resultados financeiros.
Ao longo da conversa, o episódio mostrou que sustentabilidade, governança e gestão de riscos deixaram de ser diferenciais para se consolidarem como fatores estratégicos para a perenidade e a competitividade das empresas em um mercado cada vez mais conectado e exigente. Mais do que atender a requisitos regulatórios, a agenda ESG vem se consolidando como uma ferramenta de proteção reputacional e de geração de valor para negócios de todos os portes.
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