
O preço da cesta básica sorocabana caiu 0,35% em agosto de 2026, na comparação com julho, segundo levantamento do Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso). O valor passou de R$ 1.211,97 para R$ 1.207,71, redução de R$ 4,26 para o consumidor. Na comparação com agosto de 2025, porém, a cesta está 5,74% mais cara, diferença de R$ 65,54.
O resultado mantém a trajetória de desaceleração observada após o pico registrado em maio deste ano, quando a cesta atingiu R$ 1.259,74, maior valor do período analisado. Em junho, o custo caiu para R$ 1.242,00 e, em julho, para R$ 1.211,97.
Entre os grupos pesquisados em agosto, alimentação teve queda de 0,74%, enquanto os produtos de limpeza subiram 3,49% e os de higiene pessoal, 1,21%.
Dos 34 itens que compõem a cesta, 18 ficaram mais caros. O creme dental liderou as altas, com avanço de 7,82%, seguido pelo vinagre, com 6,73%, arroz, com 5,26%, detergente, com 4,85%, e sabão em pó, com 3,88%. De acordo com o boletim, os reajustes estão relacionados a fatores como custos de insumos industriais, embalagens, energia, transporte e, no caso do arroz, à menor oferta durante o período de entressafra.
Por outro lado, 15 produtos apresentaram redução de preço. A maior queda foi registrada pelo extrato de tomate, de 15,81%, seguido pela cebola (-10,02%), frango (-8,84%), batata (-8,07%) e ovos (-7,06%). O levantamento relaciona os recuos à maior oferta agrícola e pecuária, à melhora das condições de produção e à estabilização de custos logísticos.
O estudo também aponta alternativas para reduzir despesas. Em agosto, por exemplo, o quilo da carne de primeira custava, em média, R$ 51,83, enquanto a carne suína era encontrada por R$ 20,60. O frango, indicado como substituto da carne de segunda, tinha preço médio de R$ 8,25 o quilo.
O Boletim da Cesta Básica Sorocabana é elaborado pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Uniso.