
Na porta do cinema, os patriotas seguram bandeiras, vestem verde e amarelo e repetem em coro: “Nada de dinheiro público!”. Logo atrás, porém, surge a dúvida que nem o trailer consegue esconder: se não tem Lei Rouanet, quem vai bancar a superprodução do mito?
A plateia cochicha nomes como Banco Master, BRB e o banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto Flávio Bolsonaro reforça a amizade em mensagens cheias de lealdade e gratidão. Segundo reportagens, o pedido teria chegado à cifra de R$ 61 milhões — valor suficiente para transformar até filme biográfico em franquia de ação política.
No fim, os mesmos que fazem duras críticas a Lula e aos mecanismos de financiamento político acabam reproduzindo práticas que dizem combater, apenas trocando os personagens e o discurso do roteiro. O slogan extraoficial de 2026 já circula entre os patriotas da pipoca: “Deus, Pátria, Família e 61 milhões”.