A morte do policial militar Matheus Almeida Rodrigues, 27, durante operação no Parque Campolim, em Sorocaba, na madrugada de sábado (11), levou o vereador Izidio de Brito a cobrar rigor na apuração e mudanças na atuação da Polícia Militar.
Em entrevista, o parlamentar afirmou que houve falhas na condução da ação. “Faltou treinamento e estratégia. Havia um número grande de policiais e seria possível conter a situação de outra forma. Essa postura de chegar atirando resultou numa investigação grave, inclusive sobre a hipótese de fogo amigo”, disse.
Izidio também criticou o modelo de operações adotado. “Como agir dessa forma sem o devido preparo? É preciso investir em inteligência e prevenção. Situações como essa poderiam ser evitadas com planejamento”, afirmou.
O vereador demonstrou preocupação com a possibilidade de irregularidades durante a ocorrência, incluindo suspeitas de alteração da cena do crime. “Se isso se confirmar, é extremamente grave e compromete a credibilidade da Polícia Militar, que é uma instituição séria e essencial”, declarou.
Apesar das críticas, ele elogiou a abertura de investigação interna. “É importante não generalizar. A Corregedoria está cumprindo seu papel. Espero que isso resulte em melhorias na atuação e mais segurança tanto para os policiais quanto para a população”, disse.
A Polícia Civil investiga se o disparo que matou o soldado partiu de outro agente, hipótese conhecida como “fogo amigo”. O caso também é apurado por Inquérito Policial Militar, e os envolvidos foram afastados das atividades operacionais.
A Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) analisa imagens e provas técnicas, enquanto exames do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) devem esclarecer a dinâmica do ocorrido. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que eventuais irregularidades serão punidas conforme a lei.