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Reportagem Especial

Indústria mantém confiança em Sorocaba apesar da crise política, aponta CIESP em inauguração de novo prédio

Mesmo com o afastamento do prefeito Rodrigo Manga, clima de negócios segue estável, dizem lideranças. Evento teve presença de dirigentes estaduais, municipais e industriais.

Publicada em 14/11/25 às 20:04h

RMS NEWS


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Durante a inauguração das novas instalações do CIESP Sorocaba, na manhã desta sexta-feira (14), lideranças industriais reforçaram que o setor mantém confiança no ambiente econômico da cidade, mesmo diante da crise política causada pelo afastamento do prefeito Rodrigo Manga.

O evento reuniu a diretoria regional, representantes estaduais da entidade, empresários, imprensa e autoridades públicas. Entre elas estavam Rafael Cervone, presidente estadual do CIESP; Nelson Cancellara, presidente do Parque Tecnológico de Sorocaba, que representou oficialmente o prefeito em exercício Fernando Martins; e o presidente da Câmara Municipal, vereador Pastor Luis Santos.

O diretor titular Erly Syllos, vice-presidente estadual eleito do CIESP, afirmou que a indústria conquistou maturidade institucional suficiente para enfrentar cenários de turbulência sem perda de investimentos. “Hoje há segurança mesmo em períodos de instabilidade. A relação com o poder público é institucional. Sai um prefeito, entra o vice; sai o vice, há diálogo com a Câmara. Isso garante previsibilidade ao empresariado”, declarou.

Syllos destacou que Sorocaba segue batendo recordes recentes de novos aportes industriais e que a crise política “não gerou impacto significativo” nos investimentos locais.



Tarifaço dos EUA teve impacto limitado em Sorocaba

Durante o evento, Syllos comentou ainda os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo ele, o impacto direto no município foi pequeno: apenas 7% a 8% das exportações locais têm os EUA como destino, e cerca de 30% desses produtos estavam na lista atingida.
O reflexo final, afirmou, ficou em torno de 2% das exportações totais da cidade.

O setor de autopeças sofreu mais, especialmente empresas ligadas à cadeia produtiva da Toyota. “Para elas, o impacto foi significativo. Mas, no conjunto do parque industrial da região, foi limitado”, explicou.

Fuga de jovens das indústrias preocupa e agrava déficit de mão de obra

Outro tema central da coletiva foi a dificuldade de atrair jovens para profissões industriais, especialmente em áreas técnicas como soldagem, caldeiraria e metalurgia.

“O filho do pedreiro não quer mais ser pedreiro. O jovem não quer meter a mão na massa”, disse Syllos. Segundo ele, muitos profissionais com salários próximos de R$ 4 mil deixam empregos formais para atuar em aplicativos de transporte e entrega, atraídos por ganhos imediatos, apesar da ausência de proteção trabalhista.

Além da migração, a transição tecnológica da Indústria 4.0 exige conhecimento em IA, TI e sistemas integrados — especializações ainda carentes no mercado regional. “É um desafio mundial, e Sorocaba não está fora disso”, destacou.

Senai expande cursos e lança o “Mapa do Emprego”

Como resposta ao descompasso entre vagas e profissionais, o Senai ampliou sua oferta e criou o Mapa do Emprego, ferramenta que identifica demandas reais do mercado e ajusta cursos em tempo real.

O 1º vice-diretor do CIESP Sorocaba, Afonso Teixeira, ressaltou que o problema muitas vezes é de conexão entre vagas e candidatos. “Às vezes o problema é só o link. Agora estamos usando tecnologia para aproximar”, afirmou.

Apesar do avanço, o déficit de mão de obra qualificada segue alto.

Indústria admite ‘meia culpa’ e diz que também precisa se adaptar

Syllos reconheceu que parte do problema também está nas próprias empresas.
Segundo ele, muitas indústrias ainda não conseguem criar ambientes de trabalho atrativos para as novas gerações.

“Antes o funcionário ficava 20, 30 anos. Hoje o jovem fica um ou dois e sai. A indústria precisa entender essa juventude. Temos que fazer nossa meia culpa”, declarou.
Ele alertou ainda sobre o alto índice de rotatividade e a perda contínua de talentos.

Nova diretoria assume em janeiro e reforça foco regional

O CIESP apresentou oficialmente sua nova diretoria regional, que assume a partir de janeiro:

  • Rodrigo Figueiredo – Diretor titular

  • Afonso Carlos Dias Teixeira – 1º vice-diretor

  • Valdir Paezani – 2º vice-diretor

Figueiredo destacou a relevância econômica da regional de Sorocaba, que abrange 49 municípios e responde por aproximadamente R$ 100 bilhões do PIB paulista. Ele também elogiou o trabalho de Syllos, cujo modelo de desenvolvimento regional se tornou piloto para um acordo com o governo estadual.

CIESP lança projeto de planejamento industrial para os próximos 50 anos

O presidente estadual do CIESP, Rafael Cervone, apresentou o plano de desenvolvimento industrial paulista para as próximas cinco décadas — um projeto apartidário, pensado para sobreviver a mudanças de governo.

“Não é um plano de governo, é um projeto de Estado. A governança será da sociedade”, destacou.
O projeto, iniciado em Sorocaba, será replicado em todas as 42 regionais do CIESP.

Erly Syllos terá papel estadual estratégico

Cervone anunciou que Syllos integrará a diretoria estadual como um dos vice-presidentes, responsável por expandir o modelo para todo o Estado.
Outros dois vice-presidentes serão de Jundiaí e Campinas, reforçando o peso do interior.

O NJE (Núcleo de Jovens Empreendedores) foi destacado como celeiro de novas lideranças: todos os três novos vice-presidentes vieram da base jovem.

Tarifaço, tensões militares e cenário internacional

Cervone também comentou negociações recentes entre Brasil e Estados Unidos para reverter o tarifaço americano.

Ele contou que esteve em Washington há 45 dias, em reuniões com o Departamento de Comércio, Departamento de Estado, USA, congressistas e entidades norte-americanas. O ambiente, segundo ele, era inicialmente “hostil e travado”.

“Mostramos que as tarifas não eram técnicas, eram políticas. E que prejudicavam inclusive empresas americanas operando no Brasil”, afirmou.
Segundo Cervone, após apresentar dados reais, o clima “mudou sensivelmente”.

Impacto de tensões militares internacionais

O dirigente também alertou que conflitos recentes no Caribe e no Pacífico e a pirataria em áreas estratégicas afetam diretamente rotas comerciais e cadeias de suprimento globais.
“Qualquer interferência na liberdade de navegação preocupa. A indústria depende de estabilidade.”

‘A guerra comercial agora será industrial’, diz dirigente

Cervone avaliou que o mundo vive uma nova fase da disputa econômica global.
“Diferente das últimas décadas, a guerra comercial será industrial”, afirmou.

Ele defendeu que o Brasil deve acelerar investimentos em cadeias estratégicas — especialmente terras raras, fundamentais para semicondutores, baterias e energia limpa.
Cervone relatou que levou o tema diretamente ao vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin.






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