
O Dia Nacional dos Profissionais de Beleza, celebrado em 19 de janeiro, destaca um dos setores que mais crescem no Estado de São Paulo. Em 2025, foram abertas 67.944 novas empresas ligadas à área, incluindo microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs), segundo dados do Data Sebrae.
No interior paulista, a região de Sorocaba acompanha o ritmo de expansão. Mais de 3 mil novos negócios foram registrados no período, com concentração nos municípios de Sorocaba, que somou 1.192 aberturas, Itu, com 262, e Votorantim, com 231. As três cidades respondem por parte expressiva do total regional.
O avanço paulista tem reflexo direto no cenário nacional. O Estado responde por quase 30% das novas empresas de beleza abertas no Brasil. Em 2024, o País contabilizou 235.681 novos negócios em atividades como cabeleireiros, barbeiros, manicures, pedicures e serviços de estética.
“A área de beleza sempre atrai quem deseja empreender. É um mercado que movimenta valores elevados, mas também é bastante competitivo. Por isso, além da qualificação técnica, a gestão do negócio é essencial”, afirma Maisa Blumenfeld, gestora estadual de beleza do Sebrae-SP.
Para o gerente regional do Sebrae-SP, Alexandre Martins, o crescimento do setor na região de Sorocaba está relacionado ao perfil econômico local. “São cidades com diversidade de atividades e grande circulação de pessoas, o que amplia a demanda. Também há maior interesse dos empreendedores pela formalização e pela busca de orientação para estruturar e diferenciar seus negócios”, diz.
Pesquisa do Sebrae-SP aponta que a principal motivação para empreender no setor é a afinidade com a atividade. Do total de entrevistados, 26% afirmaram ter aberto o negócio para transformar uma ideia ou paixão em algo concreto; 22% identificaram uma oportunidade de mercado; e 20% buscaram maior autonomia profissional. Apenas 18% citaram a necessidade de renda como principal fator.
O levantamento mostra ainda que o investimento médio inicial foi de R$ 4.905,68. Antes de empreender, 54% dos profissionais tinham emprego com carteira assinada. Além da prestação de serviços, 76% dos estabelecimentos também comercializam produtos, que respondem por cerca de 26% do faturamento.